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01/10/2009 15:55:17
Torcedores não medem esforços para acompanhar o time de coração

“Com o Goyta, onde o Goyta estiver”. Parafraseando o hino gremista, assim poderíamos definir a torcida do Goytacaz quando o time joga fora de seus domínios. Quarta-feira, oito da manhã, Centro da cidade de Campos. Pelos quatro cantos da praça São Salvador começam a chegar torcedores com camisas azuis, bandeiras e faixas. Para os mais desavisados é jogo do Goytacaz fora de Campos e o ponto de partida da delegação é ao lado do Banco do Brasil. Contagem dos presentes, turma reunida é hora de partir.

Dois ônibus seguiram rumo ao Rio de Janeiro para acompanhar o time da rua do Gás na partida contra o América. Todos acomodados, começam as brincadeiras com os colegas que fazem do passeio uma diversão e tanta. Cochilar? Nem pensar...

Organizador por vários anos dessas viagens, o torcedor que já faz parte do folclore do Goytacaz, Carlos Augusto Paes, ou somente “Pisa na Barata”, sabe bem como organizar uma viagem tranquila.

— A maioria das pessoas aqui são conhecidas e viajamos juntos há vários anos. Apesar de muitas brincadeiras, temos responsabilidade de levar e trazer todo mundo na mais perfeita ordem — explica Pisa, patrono da Pisa Show, uma das mais tradicionais torcidas organizadas do clube.

E o folclórico torcedor sabe bem o que diz. Ele não mede esforços para armar sua caravana toda vez que a tabela marca um jogo para a casa do adversário. Na bagagem, relembra com saudades de algumas dessas andanças.

— A mais longe em que fomos acompanhar o time foi no Pará, quando o Goytacaz foi vice-campeão da Taça de Prata ao perder a decisão para a Tuna Luso. Foram dois dias de viagem. Outra bacana foi quando enfrentamos o Fluminense no Maracanã na década de 70 e fomos recebidos com festa pela torcida tricolor que fez questão de entrar junto com a gente no estádio. Foi uma farra bonita — relembra com saudades, ajudado pelo amigo de longas datas, Ariovaldo Arêas, o “Cabeção”.

Outro que também não deixa de acompanhar o time sempre que pode é o porteiro Rodrigo Muniz de Souza que se sente realizado em poder estar ao lado do time de coração. Quando o clube fica sem jogar, diz sentir falta da "bagunça".

— Fiz muitas amizades nessas viagens e são momentos de muita descontração. É uma diversão garantida viajar com a torcida do Goytacaz. Sinto falta quando não estamos no campeonato — diz Rodrigo.

Mas engana-se que a paixão pelo Goytacaz se resume a viajar com o time. Rodrigo estampou na pele seu amor, tatuando o escudo do clube em seu braço.

— O tatuador me perguntou se eu estava maluco. Ri e mandei ele tatuar logo. Gostei do resultado e sou feliz com essa tatuagem — orgulha-se.

Sempre presente também em jogos do Goytacaz fora de Campos é Augusto “Sopa”. Esse ano ele só deixou de acompanhar um jogo do clube fora de Campos, mas tem explicação para o fato.

— Só deixei de acompanhar o jogo contra o Villa Rio, pois o carro em que estávamos quebrou. Se não fosse isso teria ido a todos os jogos. Até mesmo a Angra dos Reis nós conseguimos fretar um Microônibus para levar alguns torcedores — lembra.

Casado e ao ser indagado se a esposa não reclama dessas seguidas viagens com o Goytacaz, Augusto dá a receita

— No começo ela reclamava bastante, mas com o tempo foi vendo que não tinha jeito e hoje fica ligadinha no rádio. Quando dá levo a esposa no Arizão e ela gosta — minimiza o “problema”.  

Ah, a matéria está acabando e estava esquecendo de dizer que o Goytacaz venceu o América fora de casa pelo placar de 1 a 0. Depois de mais 4 horas de viagem a torcida chega à Campos feliz da vida. Antes, porém, uma parada estratégica para comemorar a vitória sobre o “bicho-papão” do campeonato. Um brinde a torcida do Goytacaz!!!

 

Gustavo Rangel/goytacazfc.com 

gustavojornalista@yahoo.com.br